terça-feira, 18 de junho de 2013

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar?

Num mundo de tantas pessoas iguais, ser diferente é UM SACO.

Não me lembro quando foi q percebi que eu não era normal, acho q minha condição me acompanhou desde a barriga. Cresci sabendo que não era assim tããão parecida com as outras pessoas, até mesmo em relação aos meus irmãos e família (tirando minha vó, é claro, mas nunca quis ser como ela, então meio que ignorei o que acontecia pra não me assustar com o que me esperava lá na frente...)...
Não posso muito reclamar da infância, olhando pra quem eu sou hoje, até que foi bem tranquila, e graças a Deus minha família soube conduzir as coisas da melhor forma possível. Passei por alguns perrengues sim, mas foi depois dos 18 que tudo saiu de controle.... Fui procurar ajuda, saber o que acontecia comigo e encontrei, aprendi a viver com minha condição mas sinceramente, nunca tinha encontrado com alguém que além de me entender, vivia com a mesma intensidade minhas experiências pouco comuns.
A vida é mesmo engraçada.... Quem diria que no meio de uma confusão eu iria encontrar a pessoa com quem poderia dividir minha realidade sem achar que eu sou maluca, ou sem me olhar com aquela cara de pena ou de medo que eu enxerguei repetidamente em tantos outros....
Pronto, não sentia mais aquela solidão de não poder compartilhar, e de certa forma esconder a intensidade das minhas experiências por resguardo mesmo, por não querer ter aquele estigma que me acompanhou por tanto tempo -bruxa da família, Mãe Diná,até minha mãe me chamava carinhosamente de "Boca de Urubu"- , em poucas palavras, alguém com quem eu poderia me sentir simplesmente normal....
Na maior parte dos dias hoje continuo em minhas orações agradecendo por ter encontrado ela, porque apesar de tudo, sei que existiu alguém que não teve medo ou pena em escutar as coisas que eu tinha pra contar, e mais importante, SEMPRE ACREDITOU EM MIM.
Sempre?
Aprendi (ou estou tentando aprender) com Cássia Eller, "O pra sempre sempre acaba".

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